|
| |||
Entrevista Playboy (2/4) Thales de Menezes, A quinta-feira, 01-08-2002 PLAYBOY – Qual é a sensação de se tornar a musa do penta? IVETE – Ah, não exagera. Mas é uma loucura, sabe? Imagine, eu ter alguma participação nesse acontecimento histórico para o país, estar no meio dessa paixão total do povo. Quando vi as pessoas cantando Festa na chegada dos jogadores, senti que não tenho mais autoridade sobre a música, ela não me pertence mais. Agora é do povo. PLAYBOY – Como você reagiu quando soube que Felipão estava usando a música para motivar os jogadores? IVETE – Foi uma surpresa. Estava em Portugal, lá eu assisti a dois jogos do time. Pensei, puxa, eles estão bem, eles vão ganhar. Quando cheguei ao Brasil, meu irmão veio me pegar no aeroporto e disse: "Felipão agradeceu a você na TV ontem, por causa da música". Eu enlouqueci. Eu, torcedora, me senti fazendo parte daquilo. Veio o título, o penta, bicho! Eu me senti fazendo parte da história. E a música do Zeca, lógico, foi de uma importância fenomenal [junto com Festa, os jogadores da Seleção cantavam sempre Deixe a Vida Me Levar, de Zeca Pagodinho]. Eu também cantei muito a música dele na chegada dos jogadores. PLAYBOY – E a idéia de receber a delegação em Brasília? IVETE – A CBF me convidou, atendendo a um pedido dos jogadores. A primeira idéia deles era fazer uma festa, mas não poderia ser uma coisa fechada, né? O povo precisava ver os heróis. Aí eu pensei no palco mais brasileiro que existe no mundo, que é o trio elétrico. E foi tudo uma maravilha. PLAYBOY – Não houve uma saia-justa com o Corpo de Bombeiros de Brasília? Os jogadores já estavam subindo no caminhão deles quando o Edilson chamou todo mundo para o seu trio elétrico. IVETE – Os bombeiros foram de uma gentileza enorme, deixaram os jogadores à vontade. Eles perceberam a euforia dos jogadores com a música, era uma grande festa. Eu mandei beijos para os bombeiros, cantei para eles, tudo muito bacana. PLAYBOY – Você já conhecia os jogadores da Seleção? IVETE – A maioria. Tenho faz tempo uma camiseta da Inter de Milão autografada pelo Ronaldinho, é linda, eu adoro. Eu conhecia melhor os baianos da turma, Edilson, Vampeta, Dida. Os outros conheci em eventos, uma vez conversei muito com o Ronaldinho numa festa da MTV. Mas todos foram demais. Apesar da bagunça, todos foram muito gentis comigo. Eu estava lá de tiete deles, mas eles também diziam que eram meus fãs. Eu paguei o mico de levar o Kaká até uma câmera para que ele mandasse um beijo para a minha sobrinha. Ela adora o Kaká. PLAYBOY – A imprensa já mostrou fotos suas jogando futebol. Aquilo é só pose ou é para valer? IVETE – Foi num sítio. Eu realmente gosto da coisa, desde pequena. Fui goleira para os meus irmãos por muito tempo, jogava com bola de meia recheada de jornal. Com 8 anos eu pegava no gol, colocava umas almofadas no chão para não me machucar. E eu queria muito bater as faltas, mas eles não deixavam. Eu gostava de jogar no gol e bater as faltas. PLAYBOY – Uma espécie de Rogério Ceni [goleiro do São Paulo e da Seleção Brasileira que também é hábil batedor de faltas] de Juazeiro? IVETE – Sou mais o Dida [goleiro do Milan e da Seleção, que já jogou no Vitória, time de coração de Ivete]. Mas jogo na linha, sei lançar a bola. Esse jogo que você falou, quando me fotografaram, foi misto, homens e mulheres. Ricardinho, aqui da gravadora, ia com tudo na minha canela. Adoro futebol, sei todas as regras, sei quem joga. Acho que faço tudo o que os homens fazem no futebol, só não coço o saco [risos]. PLAYBOY – Você jogava bola com seus irmãos e hoje eles trabalham com você ou estão sempre por perto. Em time que está ganhando não se mexe? IVETE – Minha família sempre foi unida pra tudo. Eu tocava violão em casa, sempre toquei, todos os meus irmãos tocam. Tudo o que os cantores costumam aprender na noite eu aprendi em casa, tocando, fazendo seresta. Eu e meu irmão Ricardo, a gente deixava de ver TV para ir ao quarto dele e tocar. A gente abria mão de qualquer programa para ficar tocando. Havia o quarto dos meninos e o quarto das meninas, éramos muitos filhos, três homens e três mulheres. Só a mais velha tinha seu quarto, ela era a estourada na casa, tinha o camarim dela. PLAYBOY – Qual era o repertório familiar? IVETE – Ricardo tocava as músicas de João Bosco, de quem era fã. Jesus, meu outro irmão, gostava de Xangai e Geraldo Azevedo, Alceu, Moraes, eu cantava essas com ele. Monica introduziu Djavan e Stevie Wonder na minha vida. Como eu sou a caçula, ouvia de tudo, foi um aprendizado que não extraí da noite, foi dentro de casa mesmo, nesse convívio. PLAYBOY – Você estudou música? IVETE – Não. Eu fiz vestibular para administração e secretariado executivo. E passei. PLAYBOY – Chegou a cursar? IVETE – Eu freqüentei, mas não deu para segurar essa peteca, não. A gente precisava de grana em casa, logo depois que meu pai morreu. A gente tinha uma vida muito boa, mas era assim: meu pai ganhava dez e gastava dez. Ele era imediatista, e eu achava bacanérrimo. Acho que era a coisa certa. A gente tem que se virar. Enquanto esteve vivo ele protegeu os filhos e a vida foi boa. Ele morreu, a gente passou um tempo sobrevivendo do que ele tinha deixado, mas começou a acabar. PLAYBOY – Você foi trabalhar com seus irmãos? IVETE – Sim. Os mais velhos tinham o hábito de trabalhar com meu pai, eram autônomos. Dei aula de matemática, eu tenho na minha cabeça que foi uma época muito confusa da nossa vida. Me lembro que a gente passou a fazer quentinhas, minha mãe ia fazendo a comida e a gente saía vendendo. Como a quentinha não segurava a onda, eu comecei a tocar e cantar na noite. Mas era tão prazeroso para mim que muitas vezes nem tinha cachê. PLAYBOY – E você logo chamou a atenção cantando? IVETE – Numa dessas loucuras minhas de tocar, tive a oportunidade de me inscrever no Troféu Caymmi. Eu conheci o músico Jonga, que era percussionista e um dos donos do Bloco Eva. Fizemos um show no Troféu Caymmi e eu ganhei como melhor intérprete, revelação do ano de 1992. Aí fiz um roteiro de bares alternativos e todos lotaram, foi um marco na minha carreira. Um êxito de público. Numa dessas, fui convidada para entrar na Banda Eva. PLAYBOY – A banda já existia? IVETE – Tinha o bloco, que era um sucesso, já tinha 13 anos de vida. A banda tinha existido por dois meses, com Ricardo Chaves no vocal e Daniela Mercury fazendo backing vocals. PLAYBOY – E como você entrou? IVETE – Anos depois, reeditaram a banda. Agarrei a oportunidade. Nos dois primeiros anos, os meninos, donos do bloco, solicitavam a inclusão de algumas músicas e eu dava os meus palpites. No início, eles se envolveram nos shows. Depois, eu tomei pra mim. PLAYBOY – Você passou a dirigir os shows, tão nova assim? IVETE – Eu pensei, bicho, já que eu vou assinar debaixo disso, deixa eu tomar pra mim. Cuidava de figurino, repertório, arranjos, eu troquei até músico. Eu lembro que saiu um baterista, entrou outro, tudo sob minha responsabilidade. Antes eu tinha uma obediência, depois fui percebendo que fazia parte daquilo e vi que poderia ser a cabeça. Foi um aprendizado. PLAYBOY – Mas quem comandava tudo ainda eram os donos do bloco? IVETE – Eles só se preocupavam com a agenda de shows. O sucesso veio e existiram uns equívocos de agenda, era uma coisa imediatista, não havia um pensamento a longo prazo. Teve mês em que eu fiz 24 shows, às vezes não almoçava direito, saía direto do ônibus pro palco e dali pro hospital, com estafa. Imagine, dentro do hospital, eu preocupada porque tinha show em Natal, show não sei onde. Eu no soro, o médico me empurrando pra deitar na cama, e eu querendo levantar, workaholic total. Foi uma entrega total, muitas vezes eu me anulei por causa daquele projeto. Mas eu sabia que tinha que construir um lance pra mim. Fui montando minha produtora, coloquei meus irmãos pra trabalhar, ninguém tinha know-how de nada, eu que dava todas as idéias. PLAYBOY – Montou a produtora antes de sair da banda? IVETE – Sim. Eu cumpri os compromissos com a Banda Eva e avisei, esse ano eu vou sair da banda. E fizemos um último carnaval lindo. Claro que houve tristeza, vivi seis anos de história com ela, tive saudade, mas acabei trazendo os músicos que eram meus amigos e que achava que tinham a ver com o meu trabalho. PLAYBOY – Você ganhou dinheiro com a Banda Eva? IVETE – Eu guardei a minha grana, dentro do possível, nos seis anos de trabalho. Quando comecei a trabalhar, tinha de sustentar a casa. Tinha dez condomínios atrasados, eu pegando empréstimo com os caras e pagando com trabalho. Tinha os compromissos com a minha mãe, porque os pais da gente num determinado momento da vida viram filhos, né? O dinheiro que sobrava ficava com Jesus, meu irmão empreendedor. Ele transformava um real em dois reais. Eu não sabia como, o cara pegava aqui, jogava pra lá, aplicava ali. PLAYBOY – E esse dinheiro você gastou para deslanchar sua carreira? IVETE – Sim. Eu pensei: vou começar direito. O que eu quero? Uma banda bala, a minha banda. Chamei os músicos que eu queria e ofereci uma agenda recheada de shows, com o cenário que eu queria, a luz que eu queria, compramos um trio elétrico, fizemos dele um trio elétrico de ponta, tanto que hoje na Bahia eles são uma atração por causa desse, que eu transformei em um objeto de desejo. Ivete Sangalo e seu trio elétrico. A qualidade do trio foi confirmada na prática. Todas as deficiências que eu vi nos trios durante os seis anos de carreira eu tirei desse, eu aperfeiçoei. PLAYBOY – Você tem uma fábrica de trios elétricos? IVETE – Gilberto Gil fez um projeto para tocar, convidou Moraes [Moreira], eles fizeram o trio Chame Gente, que depois virou o Expresso 2222. Sou amiga de Gil, da família dele, Flora, os meninos. Bem, ele viu meu trio elétrico, na inauguração da minha produtora. Gil pirou: "Eu quero um negócio desses também". Então vamos fazer. Nós fizemos uma empresa para fazer o trio e também administrar a saída. Moraes usou no Carnaval e depois a gente alugava para outras festas, os Carnavais fora de hora pelo Brasil. Outros pedidos chegaram e a coisa foi crescendo. PLAYBOY – Por que seu trio é melhor? IVETE – Antes havia uma preocupação com o som do trio, todo artista quer um som bom, mas eu me preocupei com o espaço físico do trio, em fazer um camarim com frigobar, microondas, espelho, chuveiro, tudo o que eu sempre quis. A gente soube aproveitar o espaço. Eu toco com uma big band, e, pra todo mundo ficar lá confortavelmente, a gente soube fazer a coisa. As pessoas nos procuram para fazer os trios. A cada ano avançamos na parte tecnológica. PLAYBOY – Qual foi a inspiração para desenvolver os trios? IVETE – Nenhuma, porque é algo que só existe aqui, não há como comparar com outros. O que a gente fez foi pensar nos problemas e no que poderia ser melhorado. PLAYBOY – Você interrompeu suas férias para dar entrevista. Suas primeiras férias em muito tempo, não? IVETE – Agora, neste momento da minha carreira, eu tenho o controle para fazer isso, ficar um período sem fazer nada. Foi uma coisa que eu conquistei. Uma coisa que eu não tinha na época da Banda Eva e que não pude ter nos dois primeiros anos da minha carreira solo, eu precisava me firmar como cantora, sozinha. Foi exaustivo, uma loucura. Nessa época eu encostava numa parede e dormia, às vezes no chão. Eu aprendi a dormir em qualquer lugar. Agora não há mais aquela busca de fazer o trabalho ser notado. Eu posso planejar a minha agenda com um ano de antecedência, só mudo uma coisa aqui e outra ali. Agora eu pude tirar dois meses de férias. PLAYBOY – Você já deixou de cantar em algum carnaval? IVETE – Não, e isso nunca vai acontecer. Eu digo, me tirem tudo, menos o carnaval de Salvador. Eu nasci em Juazeiro, fui morar em Salvador, sou baianona. Quando você está ali, fazendo sua música pra todas aquelas pessoas, uma coisa inusitada, porque não existe em nenhum outro lugar do mundo uma manifestação popular daquele tamanho, o som ensurdecedor, isso não existe, não posso perder a oportunidade de participar. Você está lá em cima e vê a história do carnaval na cara das pessoas. É uma mistura muito grande. PLAYBOY – Quando você sobe no palco, sente que tem o controle do público? É diferente no trio elétrico e no palco de uma casa de shows? IVETE – Hoje eu tenho confiança, mas foi uma coisa conquistada. Não tenho medo de subir no palco. Entrevista Playboy (3/4) Seus comentários Dimension Gravações ®, A sexta-feira, 07-05-2004: Você que gosta de Cds de Shows ao vivo, Cds Inéditos e Exclusivos, Visite nosso Site já são 4 Anos trazendo qualidade e exclusividade para nosso clientes, Enviamos para todo Brasil, São Mais de 4.000 Shows, CD,MD,VCD,DVD,MP3..Acesse: www.dimensiongravacoes.hpg.com.br DISK CD: (84) 207 9606 / 8801 5210. , O sábado, 22-05-2004: oh meu deus? lamberti enzo - , A quinta-feira, 16-02-2006: sei bellissima e bravissima quando vieni in Italia al sud ( salerno ) marta - , O sábado, 22-04-2006: ola estou aqui tambem. fale comigo quando puder. beijos estou a FIRENZE ITALIA nelson - , A segunda-feira, 22-05-2006: ola ivetinha keria te agradecer pk hoje esto comuma mulher ke me faz ser feliz ela tem parecido con vocé ,gostamos mt de ti. eu moro en paris mais so portugues ela mora no algarve o pé da minha familia ke vive la ,espero poder ti ver este verao en franca o 6 de julho i en portugal o 22!!! un grande beijinho pra ti, fica como es!! es uma verdadera maravilha!! alipyoeustaquiosantos pereira - , A quarta-feira, 30-08-2006: vc e gata eu vo te comer sua xoxota gostoza JOANA SOARES, A segunda-feira, 16-10-2006: OI TUDO BEM sergio - sergioasalguerhotmail.com.ar, O domingo, 29-10-2006: Hola ivete desde argentina y en una ciudad llamada cordoba queria saludarte y expresar mi admiracion pòr vos en la distancia es dificil conseguir tus cd o dvd pero aprovecho mis vacaciones en ese maravilloso pais para traer tu musica te mando saludos chau Paula - , O domingo, 25-02-2007: oi como vc e simpatica e ninita bom e po isso que todos gostam de vc por ser tam simples xau ate mais bjus paulinha Aline Aparesida da Silva - , A quarta-feira, 25-04-2007: IVETE você tem namorado sim( ) não( ) julinho..... - , A quinta-feira, 17-05-2007: [RED]IVETE VC É A PESSOA MAIS INPORTANTE Q EXISTE NESSE MUNDO CHEIO VIOLÊCIA, FALTA DE EMPREGO ETC.. EU PESSO PORFAVOR ME AJUDE A TER UM OPORTUNIDADE DE VER VC DE PERTOOU SEJA CONVERSAR E VER NO SEU SHOW [BLUE]VC PODE ME AJUDAR HEIM? Elvin - , A quarta-feira, 15-08-2007: 172ab62c3814ee0ee7ac5b017295622b Independent newsletter from our foreign friends points our attention to your web project. We are very proud to communicate and colaborate with such partner. Don't be surprised of being noticed. d71cfb75399e2ac16322082f9e4e5929 Alfonso - , A quarta-feira, 15-08-2007: fdcf0fdf7d1c9c4777a0412d63725cf2 Independent newsletter from our foreign friends points our attention to your web project. We are very proud to communicate and colaborate with such partner. Don't be surprised of being noticed. d71cfb75399e2ac16322082f9e4e5929 jaqueline , A quarta-feira, 12-09-2007: ivete pessoas como vc orgulha a bahia e a todos nós baianos paulinho - , A sexta-feira, 30-11-2007: veveta você é tudo de bom como cantora como pessoa como mulhér ti amo ti adoro d mais,sussesso gata Ana , A segunda-feira, 14-01-2008: perfeita e linda por isso sou sua fã elayne cristina waterkemper candido - , O sábado, 12-04-2008: adoro a ivete. E porisso escrevo pra vocês;gostaria de saber quando ela vem para florianópolis fazer um novo show. Sempre que ela vem eu não consigo ir ao show, acho ela um máximo e porisso me inspiro nela no meu dia a dia. |
| ||